quinta-feira, 28 de janeiro de 2010





Vou deixar uma canção maravilhosa aqui a baixo. E recomendo o vídeo da mesma interpretada por Ana Cañas - umas das minhas cantoras favoritas - que é uma coisa linda! Deixarei o link a baixo:
http://www.youtube.com/profile?user=anacanasoficial#p/u/52/bV27nzr8p8I

Codinome Beija-Flor
(Cazuza)

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

Ser feliz


Ser feliz

Ser feliz é bem mais simples
que pensar se poderia ser.
A vida é curta e simples e leve.
Temos pedras, águas e
tudo que nos pára, que nos limita.
Mas limite só se tem
quando não se pensa.
E pensar, pensar...
É voar, voar!
Nossa mente nos carrega
além do que o nosso corpo acredita.
A mente e a alma
andam em perfeita comunhão.
A força da nossa vida
é bem maior do que qualquer um pode imaginar.
E a nossa felicidade é tão grande
quanto cada um acredita ter.

Rachel A.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não se esqueças de mim

Não se esqueças de mim


É assim que te quero, amor

assim, amor, é que eu gosto de ti,

tal como te vestes

e como arranjas

os cabelos e como

a tua boca sorri,

ágil como a água

da fonte sobre as pedras puras,

é assim que te quero, amada,

Ao pão não peço que me ensine,

mas antes que não me falte

em cada dia que passa.

Da luz nada sei, nem donde

vem nem para onde vai,

apenas quero que a luz ilumine,

e também não peço à noite explicações,

espero-a e envolve-me,

e assim teu pão e luz

e sombra és.

Chegastes à minha vida

com o que trazias,

feita

de luz e pão e sombra, eu te esperava,

e é assim que preciso de ti,

assim que te amo,

e os que amanhã quiserem ouvir

o que não lhes direi, que o leiam aqui

e retrocedam hoje porque é cedo

para tais argumentos.

Amanhã dar-lhes-emos apenas

uma folha da árvore do nosso amor, uma folha

que há de cair sobre a terra

como se a tivessem produzido os nosso lábios,

como um beijo caído

das nossas alturas invencíveis

para mostrar o fogo e a ternura

de um amor verdadeiro.



Pablo Neruda